Zé de Riba “O Bagulho é Louco e o Processo é Lento”

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    Zé de Riba lançou seu primeiro show “Cara dum Cara do Outro” em julho de 2001. Em janeiro de 2002, lançou seu segundo show “Pancada Seca” e participou da gravação do CD e do show “Seda Pura” da cantora Simone, que gravou duas de suas composições: “www.sem” e “Fuga nº1”.

    Entre 2003 e 2005 se apresentou com a banda paulistana de jazz eletrônico Alta Fidelidade e fez uma temporada de shows na França, em novembro 2006, no  Favela  Chic de Paris.

    Em 2007 Zé de Riba lança seu primeiro CD solo: “Reprocesso”. O lançamento foi seguido de uma série de shows, como a participação no Festival Humaitá Pra Peixe no Rio de Janeiro e show de abertura nas comemorações do aniversário da cidade de Suzano, SP, onde também participou o cantor e compositor Lenine.

    CD Reprocesso

    capa

    Aos 45 anos, Zé de Riba lança seu primeiro CD: “Reprocesso”, produzido pelo multi-instrumentista Mano Bap (Central Scrutinizer Band, Karnak, Alta Fidelidade).

    Este é o resultado de uma vida de andanças pelo Brasil, desde sua saída de seu estado natal do Maranhão, passando por diversas cidades do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste colhendo todo tipo de referências culturais brasileiras, até chegar à cidade de São Paulo, a grande metrópole onde tudo se mistura.

    Cada uma das 13 faixas do CD é uma crônica da vida nas ruas das grandes metrópoles brasileiras e funcionam como pequenos curta-metragens. Um mundo de sambas tortos (samba punk?) onde a cultura regional é reprocessada ao cotidiano. Lembranças dos seus passeios pelos bastidores da vida onde convivem camelôs, bêbados, marginais, trabalhadores e poetas, todos esses atores da nossa cultura de rua e do caos urbano.

    O CD conta com as participações dos percussionistas Gilmar Bolla 8, Marcos Matias e Toca Ogan do Nação Zumbi na música “Reprocesso”. Música esta que mostra um Zé de Riba cantando na beira do abismo de um realismo assustador, uma raiva contida colocando nuas as contradições de uma sociedade que sacrifica seus valores no altar da industrialização.

    Na faixa “Oito Pilha Hum Real”, os rappers MC Gaspar e Funk Buia do Z´África Brasil ajudam Zé de Riba a nos projetar no universo dos vendedores ambulantes, pastores e usuários anônimos dos trens urbanos.

    São músicas e letras fortes que mostram, sem maquiagem ou falso moralismo, a necessidade de lutar para reconstruir o que foi destruído no caminho da sobrevivência e da felicidade.

    O disco ainda conta com as participações do trombonista Bocato na música-homenagem “Samba pro Bocato” e de André Abujamra, que produz a faixa “Desempregado”.

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    Críticas

    “Zé de Riba é um compositor de muita verve, que usa com talento a dicção popular para criar canções engenhosas e quase sempre divertidas. Uma boa surpresa na nossa música nestes tempos sem surpresa.”

    Zeca Baleiro

    “Zé de riba é um vulcão brasileiro…um terremoto musical…sua poesia é crua e assada….eita bicho bom”

    André Abujamra

     “Ele poderia ter explodido com a onda do mangue beat ou com o Cordel, mas o destino quis que o maranhense gravasse seu primeiro álbum só agora. Valeu Esperar”

    Revista Rolling Stone Brasil – Março de 2007

    “Bem ritmado, seu CD é um híbrido de samba, coco, rock, xote, xaxado, reggae, capoeira e tem até um approach com o drum n’ bass. A batida eletrônica expressa a urbanidade”

    O Estado de S. Paulo, Caderno 2 – Abril de 2007

     “Criatividade e despojamento são marcas das composições de Zé de Riba que, aliado à produção de Mano Bap, conseguiu unir a autenticidade das influências nordestinas de Zé com toques de contemporaneidade nos arranjos.”

    O Fluminense – Niterói – Fevereiro de 2007

     “Com produção de Mano Bap (Karnak), Zé de Riba caminha pelo coco, samba e dub sem perder a unidade, com bem articuladas e divertidas críticas sociais.”

    Folha de S. Paulo, Ilustrada – Janeiro de 2007

     

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