Violência em Santa Catarina

A polícia de Santa Catarina já prendeu 14 pessoas e matou 2 por suspeita de envolvimento em alguns dos 3530set2014---onibus-e-incendiado-na-manha-desta-terca-feira-30-no-bairro-tapera-na-capital-cata incidentes registrados na terceira onda de violência no Estado, iniciada na sexta (26).

Já são 16 cidades afetadas pelo crime, segundo relatório da Polícia Militar desta quarta-feira (1), com 17 ônibus incendiados e cinco postos policiais atacados:

Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú, Ituporanga, Governador Celso Ramos, Palhoça, Campos Novos, Biguaçu, São José, Itapema, Tijucas, Chapecó, Criciúma, Navegantes, Guaramirim e Gaspar.

O último incidente registado foi na terça-feira (30), em Joinville (190 km de Florianópolis), quando dois suspeitos foram baleados, segundo a PM, em troca de tiros com policiais. Um deles morreu, e o outro, ferido, está hospitalizado.

O secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Grubba, disse hoje que “a onda de ataques atual é mais grave do que as anteriores (de 2012 e 2013) porque os criminosos estão mais audaciosos, mais dispostos a desafiar a polícia nas ruas”. Gruba admitiu que a volta da violência organizada surpreendeu a polícia, mas descartou usar reforços da Força Nacional de Segurança, como em 2013.

“A Secretaria de Justiça e Cidadania nos ligou uma hora antes do primeiroataque (dia 26) perguntando se havia alguma atividade (de criminosos), mas nossos setores de inteligência não detectaram nada, foi uma surpresa total”, disse. “O Governo Federal nos ofereceu, mas desta vez não achamos necessário, vai dar para controlar a situação.”

Segundo ele, os líderes da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense), responsável pelos ataques, já foram identificados nas penitenciárias e serão transferidos para o sistema federal, fora do Estado.

O secretário afirmou ainda que uma carta supostamente atribuída ao PGC, divulgada na terça-feira (30), “não merece crédito”. Nela, os criminosos teriam anunciado os ataques e mencionado supostos maus tratos aos líderes presos –motivo que teria desencadeado as ondas de violência anteriores.

Para Grubba, “os criminosos estão reagindo porque a polícia está atingindo o narcotráfico e fez quase 200 prisões no ano”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *