Teatro da Solidão Solidária

Um método de inclusão social através da arte


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 Disfarçado de mendigo, dormia de cinco a dez  dias  por ano debaixo de pontes, viadutos, portas de igrejas e  pelas ruas das grandes metrópoles para compreender o meio de sobrevivência de homens, mulheres  e crianças em situação de vulnerabilidade social em seu país.

Durante uma década de pesquisa o  diretor pôde  observar a violência  das ruas  e,  articulado com o poder  público, iniciativa privada, e organizações não governamentais, criou estratégias que puderam minimizar a exclusão social dessa população.

Para criar o método o diretor imergiu no mundo da exclusão social brasileira durante dez anos.

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Através do Teatro da solidão solidária, o pesquisador Ivan Antonio  proporciona uma investigação na alma humana e busca na arte uma melhor compreensão da solidão de homens e mulheres de diferentes segmentos sociais, não apenas aqueles fragilizados pela exclusão social.
Ministrando oficinas para empresários, advogados, psicólogos, médicos, policiais, professores, estudantes e artistas, percebe com sensibilidade que a solidão se apresenta na sociedade contemporânea como o mal do século e que só se pode combatê-la de mãos dadas .
Anualmente, Ivan Antonio produz um espetáculo com um elenco formado por alunos oriundos dos mais diversos segmentos da sociedade, e através da convivência de empresários com moradores de rua, policiais, ex presidiários, filhos de empresários com crianças em situação de rua, advogados, médicos, professores e estudantes, profissionais liberais e artistas são criados grupos de solidariedade entre si e propostas de enfrentamento a exclusão social e a solidão. O Artista já ministrou palestras e oficinas em vários países da Europa e da América Latina, e nos Estados Unidos.
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Conheci o Ivanildo no Teatro das Artes, ali no bexiga ( SP ), e a partir dai,houve uma verdadeira Revolução, humana, Cultural e Teatral, aprendemos, desaprendemos, choramos , desperdiçamos risos, gritamos, ah!!! como gritamos, o mundo tinha que nos ouvir de qualquer forma, mas ficamos em silêncio por várias vezes, também gritávamos com o nosso silêncio… viajamos por todo lado, e cada um  a sua maneira, dava o que tinha de melhor ou o que tinha de pior também. Era o começo de uma nova história, um grupo, será??? As vezes acho que conseguimos uma coisa extraordinária e única, ser 1 só, nem me lembro exatamente quantas pessoas, mas posso garantir que eramos muitos,e apesar de  muitos,cada cabeça era um mundo, e mesmo assim, nós nos tornamos um , conseguimos – uni – verso, para se tornar universo.
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 Grupo de Teatro “Palavra no Cio”, ali sim era tudo junto e misturado e esse cara que parecia ter  50 mãos e milhões de corações para segurar, amparar e dar amor ,muito amor e sabedoria, ensinando tudo que ele sabe , dividindo toda e qualquer informação, a cada um do todo que eramos nós.  Eu amo o Teatro da Solidão Solidária, vi transformações não só com os outros, mas comigo e com cada um que passava pelo grupo, participei ativamente. E não existiria  palavras para definir Ivan, mas acredito que essa letra traduz ele de todas as formas.
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 Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente, o sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra o menino me dá a mão
Me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude, o solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança o menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração
toda vez que o adulto fraqueja ele vem pra me dar a mão
  Milton Nascimento e Fernando Brant
Uma dica:   Todo artista deve conhecer este método.
Quer saber mais acesse:http://www.ivanantonio.com/

 


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