“A moda agora é ser Sociopata ou Perverso” Por Evaristo Magalhães

 

felizes-para-sempre evaristo

A minissérie “Felizes para Sempre?” faz uma constatação crucial do nosso tempo. A regra não é mais a neurose: indivíduos culpados por terem infringido uma norma.

A regra é a perversão e a sociopatia. Três personagens – com graves desvios de caráter – comandam a trama.

Claudio é um empresário sociopata que sobrevive de negociatas com políticos corruptos . Mantém um casamento de fachada apenas para camuflar sua promiscuidade com prostitutas de luxo.

Tânia é uma cirurgiã plástica perversa que seduziu o próprio sócio da clínica em que atua.

Danny Bond é uma sociopata – travestida de garota de programa – disposta a seduzir o empresário e sua esposa.

A minissérie retrata a grave crise de valores que estamos imersos. Serão felizes para sempre? É a pergunta que os autores colocam. Sociopatas e perversos não reconhecem a lei como um limite. Traços de sociopatia e de perversão podem ser facilmente encontrados – quase como uma regra – nas atitudes mais corriqueiras da nossa vida em sociedade.

Não trabalhamos mais com a hipótese de reversão desse quadro. Estamos tentando discutir até onde um sociopata ou um perverso podem ir? O limite tem que ser a dignidade da pessoa humana. Há uma tendência assustadora indicando que outros crimes tendem a serem mais tolerados – valendo o princípio da singularidade de cada caso.

Ao que tudo indica serão felizes para sempre mas, talvez, não tão felizes como gostariam. Não existe nenhuma possibilidade de flexibilizarmos o respeito pela vida como um valor absoluto. Desta responsabilização ninguém pode se privar.

Por  Evaristo Magalhães – Psicanalista

evaristo foto materia

 

 

 

 

 

http://evaristomagalhaespsicanalista.com/

1 comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *