Gadelha, Lins & Stevens – poesia pro que der e vier…

Hoje, além das boas novas da prisão dos bandidos senador e banqueiro,

é também dia da poesia pro que der e vier

 Pra começar os tankas mais recentes do Gadelha, que brilha e faz sucesso entre minha tchurma:

 Ávido, pegar

suculentas palavras…

Mastigar até

o sumo poético

escorrer pela boca.

Todas as cores

eu tenho dentro de mim…

Pintor, nunca fui

Da vida tento colher

a palavra devida.   

 

Ternas lembranças

das falas da minha mãe…

Perigo maior

que estrondo de trovão

é mentira sussurrada.

 

Quando criança.

diante do presídio,

sempre ia pescar

Os detentos, atentos…

Escapou-me o peixe.

 

O sonho foi meu

mas, nele, fui outro…

Desconhecer-me

fez-me retornar melhor

ao mesmo mundo real.

 

Fecho os olhos

e sinto ser meu corpo

cela da alma…

Sem sela, um cavalo

galopa liberdade.

  

Destino final

A escura passagem,

queda no nada

Logo, também passarão

imagens e lembranças.

  

Mais um recado e um epigrama corrosivo do poeta soteropolitano Antonio Lins

 

No último dia 13, na Avenida Paulista, no vão do MASP,

um grupo de estudantes protestava contra Dilma,

Alckmin e  Eduardo Cunha.

No meio da confusão, da gritaria, um homem com sinais de insanidade,  gritava:” Fora Cunha! Fora Cunha”,

colocando o penis para fora das calças. Cunha devia ser o nome do pau do doido,acredito eu.

 Até um louco, com a genitália de fora, entrou na onda do  “fora Cunha”!

Fiz um epigrama para o insólito episódio:

 

É verdade, isto se diz ?

O Cunha ainda demora ?

Pois louquinho está o país

Para ver o Cunha de fora.

 

 E, por fim, a coluna de Seu Vertão do Maranhão com peça do poeta maior Wallace Stevens,

traduzido pelo mestre Abgar Renault, que já esta publicado aqui no Blog.

http://portudoounada.blog.br/selecao-semanal-recanto-da-poesia-251115/

 

Por José Nêumanne

Poeta, Jornalista e Escritor, é autor de Solos do silêncio – poesia reunida.

Neumann e por JP1 150x150 José Nêumanne Pinto Direto ao Assunto Jovem Pan 27/04/2015

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