ELIS & CAUBY pra que mais?

elis e cauby

Quando Elis telefonou pra dizer que tinha acabado de gravar com Cauby, ela parecia uma criança que ganhara o presente de Natal antecipado. “Foi de primeira”, ela repetia vaidosa que só ela podia ser. Quando o disco “Essa mulher” saiu com a faixa “Bolero de Satã” estava explicada aquela alegria.

Agora, ao ouvir o áudio do ensaio e da gravação, fica claríssimo o contentamento da Elis e o orgulho de dizer “foi de prima”. Cauby foi para o estúdio sem conhecer a música do Guinga. Elis, modesta (“essa música era pra você e a Dalva de Oliveira”), ensinou o bolero para o Cauby, jurando que faria “quaRquer coisa” pra gravar com ele. E logo mandaram ver com a observação zombeteira do Cauby – “ou matamos a música ou ela nos mata”.

Essa gravação única e definitiva foi – é – com certeza um dos mais belos momentos da carreira dos dois. Um primor esse duelo de dois talentos superiores.

Por Oswaldo Mendes

Ator, diretor, autor de teatro.

osvaldo 150x150 Memória.. Barbara Heliodora por Oswaldo Mendes

 

 

 

 

 

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